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Protonterapia no Brasil: Rio terá primeiro centro com foco em pacientes pediátricos e atendimento ao SUS

  • 6 de fev.
  • 2 min de leitura

Em videocast da Conexões JBFM, Fundação Severino Sombra, Hospital Mário Kroeff e equipe técnica detalham o projeto, o foco no SUS e os desafios de implantação até 2030.


O Brasil está prestes a dar um passo importante na radioterapia de alta precisão. No episódio especial do Conexões JBFM, representantes da Fundação Severino Sombra (FUSVE) e do Hospital Oncológico Mário Kroeff explicam o projeto do que deve ser o primeiro Centro de Protonterapia do país, previsto para ser implantado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.


Participam da conversa Gustavo Oliveira do Amaral (presidente da FUSVE), Hélio Salmon (físico médico e responsável técnico do projeto, além de diretor do Departamento de Radioterapia do Hospital Mário Kroeff) e Dr. Sílvio Silva Fernandes (diretor do hospital).


O que você vai entender neste episódio


  • O que é protonterapia e por que ela é diferente da radioterapia tradicional

  • Por que o projeto tem foco inicial em pacientes pediátricos (até 19 anos)

  • Como o centro busca equilibrar acesso pelo SUS e sustentabilidade operacional

  • Os bastidores: infraestrutura, bunker, licenças, custo e cronograma

  • O papel do Hospital Mário Kroeff no SUS e os desafios reais de atendimento oncológico


Protonterapia na prática: qual é a diferença?


De forma didática, Hélio Salmon explica que a grande diferença está no comportamento do feixe dentro do corpo.Na radioterapia com fótons, existe uma dose de entrada e também uma dose de saída, que segue além do alvo. Já na protonterapia, o objetivo é concentrar a energia no alvo planejado com mínima dose além do tumor — o que pode reduzir exposição de tecidos saudáveis em casos selecionados.


Por que crianças devem ser as maiores beneficiadas


O episódio destaca um ponto central: qualidade de vida futura.Em oncologia pediátrica, diminuir a dose em estruturas sensíveis pode significar menos risco de sequelas tardias (dependendo do caso e do local tratado). Por isso, o projeto discute priorização de tumores em que a precisão pode fazer mais diferença, como aqueles próximos de órgãos críticos e no sistema nervoso central.


SUS no centro da estratégia


Um destaque do videocast é a intenção de operar com 60% de atendimento via SUS. Para isso, os convidados explicam que não basta ter tecnologia: é necessário seguir um caminho técnico-regulatório e de incorporação, com demonstrações de custo-efetividade e critérios claros de elegibilidade clínica, evitando decisões improvisadas e garantindo justiça no encaminhamento.


Também é mencionada a importância de colaboração institucional, incluindo tratativas e integração com o ecossistema público de oncologia.


Implantação: por que é um projeto tão complexo?


Além do equipamento em si, o centro exige infraestrutura específica — incluindo bunker, engenharia especializada, rotinas de segurança e aprovações regulatórias. O videocast cita investimento estimado na ordem de R$ 400 milhões e um cronograma de médio-longo prazo, com expectativa de primeiro tratamento clínico no início de 2030, considerando licenças, obra e comissionamento.


Hospital Mário Kroeff: atendimento intenso e desafios de financiamento


No segundo bloco, o episódio amplia a discussão: como é gerir um hospital oncológico 100% SUS em alta demanda, com forte volume de cirurgias, quimioterapia e radioterapia — e ao mesmo tempo enfrentar a realidade de uma tabela SUS defasada, o que torna o apoio institucional e as doações relevantes para manter e expandir serviços.


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